• Equipe Técnica da Valor

Pronampe não está sendo suficiente para fornecer empréstimos para empresas.



Desde o início da pandemia o Pronampe forneceu R$ 12,489 bilhões segundo o Ministério da Economia. Segundo o estudo "Crédito para pequenos em tempos de pandemias" da fundação Getúlio Vargas, realizado pelos professores e pesquisadores Lauro Gonzales, Bruno Barreira e Arthur Ridolfo, a demanda por crédito não atendida deve somar R$ 202 bilhões em 2020.


Para fazer essa previsão de demanda de crédito os pesquisadores levaram em conta a queda no faturamento das empresas e a necessidade de capital de giro de acordo com cada setor, os dados podem ser variáveis de acordo com o impacto da pandemia em cada categoria. Além disso, eles levaram em consideração a demanda usual de crédito com base nos históricos dos anos anteriores.


Há uma tendência para lacuna da falta de crédito para MPE's ser ainda maior devido ao fato de que os bancos estão cedendo consideravelmente menos crédito em 2020 comparado ao ano de 2019.

Segundo dados cruzados pela equipe do Infomoney os programas para disponibilização de crédito atingiram apenas 6,18% da demanda, considerando os R$ 202 bilhões.


O longo prazo para que o Pronampe fosse colocado em funcionamento contribuiu para que muitas empresas, que no início da pandemia possuíam problemas menores de liquidez, hoje estejam à beira da falência.


Além desse fator, quando os primeiros bancos liberam os recursos para o Pronampe, demorou apenas 24 horas para que 70% dos 3 bilhões destinados ao programa fossem solicitados. O que evidencia que há uma alta demanda para capital, mas que não é suficientemente correspondida pelos programas de crédito atuais.


No entanto, essa morosidade para colocar em prática as operações do Pronampe não é inesperada para quem está atualizado sobre a posição do atual Ministro da Economia Paulo Guedes, uma vez que o seu posicionamento sobre a disponibilização de crédito para pequenas empresas foi: “Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos para salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequeninhas".

O que não está sendo levado em consideração é que as MPE’S correspondem a 30% do PIB brasileiro e mais da metade dos empregos formais, segundo pesquisas do SEBRAE.

De acordo com essa realidade os impactos da negligência de crédito para pequenas empresas podem ser muito mais profundos, pois como será feita uma recuperação da economia sendo que as empresas que têm os maiores percentuais de contratação da população estão fechando as portas?


Com as MPE’s sem crédito para darem continuidade às suas operações muitas delas estão caminhando para a falência e com isso aumentarem drasticamente o desemprego no Brasil, consequentemente aprofundando a crise.


Assim, diante de tantas dificuldades e incertezas essas empresas não podem ficar a mercê de medidas governamentais e precisam procurar outras formas de tentarem superar a iliquidez provocada pela crise.


Contratar capital de giro com grandes prazos para pagamento e taxas menores que as oferecidas pelos

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Esse artigo foi baseado na matéria publicada pelo Infomoney.


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