• Equipe Técnica da Valor

Há melhora na demanda por crédito, segundo Serasa Experian.

Atualizado: Set 14


De acordo com o estudo levantado pelo Serasa Experian, as atividades comerciais cresceram 5,2% em julho comparado a junho de 2020. Essa é uma ótima notícia, uma vez que é o terceiro mês seguido de crescimento da atividade varejista, ainda que os números sejam 16,6% abaixo em relação ao cenário pré-pandêmico. A projeção para o segundo semestre de 2020 é de recuperação gradual do setor, no entanto, o índice do ano de 2020 prevê uma diminuição de 7,0% do volume de vendas.

No setor industrial, a produção brasileira teve um crescimento de 8,9%, o que significa um aumento de 0,7% comparado ao mês de junho. Apesar de serem números positivos, os dois meses de crescimento consecutivos não são suficientes para mitigar a enorme queda de 26,6% ocorrida em abril. O cenário do primeiro semestre do ano de 2020 fechou 10,9% abaixo do acumulado do mesmo período de 2019. Dentre as maiores quedas de produção do setor, destacam-se as dos segmentos de fabricação de veículo automotores, reboques e carrocerias (-43,6%), confecção de artigos de vestuários e acessórios (-35,6%) e fabricação de outros equipamentos de transportes (-36,1%). Apesar de haver previsão de melhora no segundo semestre de 2020, há a estimativa que em 2020 ocorra um recuo de 9,0% na produção industrial brasileira.

O estudo também analisou a recessão da economia brasileira. O IPCA variou 0,36% em julho, demonstrando uma alta de apenas 0,46% nos primeiros sete meses de 2020 e de 2,31% no acumulado dos últimos doze meses até julho. A inflação acumulada para 2020 está prevista de apenas 1,8%.

Inadimplência e crédito.

No quesito inadimplência empresarial, em 2020, o boletim constatou um total de R$ 52,2 milhões de dívidas em atraso, o que representa uma média de 8,6 dívidas por empresa inadimplente.

No mês de junho o país encerrou com 5,9 milhões de empresas inadimplentes, um número menor que o recorde histórico de 6,2 milhões registrado no primeiro semestre.

Esse cenário apesar de ruim, está mitigado devido aos esforços dos consumidores, empresas e concedentes de crédito em negociar e facilitar o pagamento de dívidas, além das medidas governamentais de programas de linhas de crédito especiais.

A demanda de crédito por empresas teve uma alta de 6,2% no mês de julho. O cenário é otimista no campo empresarial, uma vez que a busca por crédito já retornou ao patamar pré-pandêmico, com uma queda de apenas 0,1% nesse mês de julho comparado com o mesmo mês no ano passado.

No campo dos consumidores, apesar de não ter havido uma retomada aos índices pré-pandêmicos, o estudo revelou que no mês de julho houve uma leve retomada da busca por linhas de crédito voltadas para a expansão do consumo, patrimônio e investimentos produtivos, como veículos e imóveis.


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