• Equipe Técnica da Valor

Confiança empresarial está melhor, porém há ressalvas.


Segundo a prévia extraordinária das sondagens da Fundação Getúlio Vargas , com dados coletado até dia 14 de julho, houve melhora nos índices de confiança do empresariado brasileiro.


De acordo com Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), “A prévia de julho sinaliza continuidade da tendência de alta da confiança iniciada em maio. Nestes três meses, houve recomposição de 78% das perdas sofridas no bimestre mar-abril pelas empresas e de 60% da queda na confiança dos consumidores. O avanço de julho está sendo mais expressivo na indústria, com estabilidade no comércio, setor em que a confiança vinha subindo mais rapidamente até junho. A velocidade dessa retomada dependerá cada vez mais dos consumidores, que continuam insatisfeitos com a situação atual e, apesar de mais otimistas com as perspectivas econômicas da economia em geral, se mantêm cautelosos com relação aos gastos de consumo”.


Esse avanço de todos os índices de confiança são provenientes da altas das expectativas e da melhora das perspectivas das pessoas sobre a atual situação econômica do país.


Pequenos empresários, no entanto, não estão tão confiantes assim.


Segundo o FGV, pequenos empresários são os que tiveram a menor recuperação de demandas desde o início e encontram dificuldades para acesso a crédito. Além de haver o agravante da recuperação estar sendo fraca e lenta.


Essa dificuldade é indicativa de mais um grande desafio para a recuperação econômica do país. As pequenas empresas são responsáveis por 54% dos empregos com carteira assinada e respondem por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.


De acordo com a pesquisa do FGV, a confiança dos pequenos empresários ainda segue num patamar bastante ruim e não deu mostras de uma retomada mais robusta.





Referências: G1 e FGV


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